A Teoria das Cores: Newton, Harris e Goethe

Entenda como começou o estudo das ciências das cores e quem foram os responsáveis pelo círculo cromático que conhecemos hoje.
Teoria das Cores é o estudo relacionado à associação entre a luz e a natureza das cores.

Um dilema que muitos designers gráficos, estilistas e decoradores tem em comum: a escolha das cores. Eu como designer, sempre tive muita dificuldade antes de estudar a teoria e a psicologia das cores. Hoje consigo fazer com que o processo de escolha de cores seja relativamente rápido. Isso graças aos estudos e as ferramentas que temos disponíveis, como o Adobe Color, que vamos falar sobre nos próximos posts. Vamos começar falando sobre os responsáveis pelo que conhecemos como círculo cromático hoje.

Isaac Newton em seus experimentos com prismas. Foto: Thinkstock.

O Prisma de Newton

 O físico e matemático inglês, Isaac Newton, iniciou uma série de experimentos com a luz do sol e prismas na década de 1960, onde ele demonstrou que a luz branca clara era composta de sete cores visíveis: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Essas cores se tornaram as cores do arco-íris que conhecemos.

Ao estabelecer cientificamente nosso espectro visível (as cores que vemos em um arco-íris), Newton abriu o caminho para que outros experimentassem as cores de maneira científica. Seu trabalho levou a avanços na ótica, física, química, percepção e no estudo das cores na natureza.

Círculo de Cores Compostas de Harris, 1766.

As Cores Naturais de Moses Harris

Em 1766, cem anos após a separação de Newton da luz branca através de um prisma, um livro apareceu na Inglaterra com o título “The Natural System of Colors”. Nesta obra, Moses Harris (1731-1785), o entomologista, examina a obra de Isaac Newton e tenta revelar a infinidade de cores que podem ser criadas a partir de três cores básicas. Como naturalista, Harris deseja compreender as relações entre as cores e como são codificadas, e seu livro tenta explicar os princípios, materialmente, ou pela arte do pintor, pelos quais outras cores podem ser produzidas a partir do vermelho, do amarelo e azul.

O sistema é composto por dois círculos que pretendem demonstrar como as outras cores podem ser criadas a partir do vermelho, do amarelo e do azul. O assim chamado prismático. O círculo começa com as cores primárias mencionadas. As cores intermediárias resultantes são tomadas como base para um segundo círculo de misturas, o de cores compostas. No centro de seu círculo, Harris demonstra o que hoje conhecemos como mistura subtrativa de cores, com sua observação mais importante mostrando que o preto se formará pela sobreposição das três cores básicas: vermelho, amarelo e azul.

O sistema de Harris foi importantíssimo para a impressão de cores e também é responsável por grande parte do nosso círculo cromático atual.

 

Círculo de Cores Goethe
Isaac Newton em seus experimentos com prismas. Foto: Thinkstock.

A Teoria de Goethe

Goethe desafiou a visão de Newton sobre a cor, argumentando que a cor não era simplesmente uma medição científica, mas uma experiência subjetiva percebida de forma diferente por cada espectador. Sua contribuição foi o primeiro estudo sistemático sobre os efeitos fisiológicos da cor. As opiniões de Goethe foram amplamente adotadas por artistas. Embora Goethe seja mais conhecido por sua poesia e prosa, ele considerou a Teoria das Cores sua obra mais importante.

 

“A luz e a escuridão, o brilho e a obscuridade ou, se preferir uma expressão mais geral, a luz e sua ausência, são necessárias para a produção da cor … A própria cor é um grau de escuridão.”

Johann Wolfgang von Goethe

No próximo post, abordaremos como é o círculo de cores atual e suas regras harmônicas para encontrarmos as combinações ideais para projetos de design. Até o próximo!

 

Ref.:
https://www.colorsystem.com/
https://library.si.edu/exhibition/color-in-a-new-light/science

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Igor Moreno

Igor Moreno

Designer e Editor Multimídia na Artreze. Apaixonado por tecnologia e design. Meu passatempo preferido é aprender. Sim, sou viciado em aprender coisas novas todos os dias.

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